30 de novembro de 2013

Clipping da Fauna (novembro 2013)






Clique nos títulos para ler as reportagens.

 
01/11/2013
Secretaria do Ambiente e inea obrigam CSN a investir r$ 189 milhões em ações ambientais. CSN depositou R$ 16 milhões para recuperar árvores e peixes do Rio Paraíba do Sul”, explicou Minc. Destaque Popular.

Inea e Prefeitura de Paraty aguardam laudo técnico sobre espuma no mar. Extra.



02/11/2013
Paraíso ecológico, Praia das Conchas ganhará nova sinalização. Boias vão proteger refúgio de animais marinhos em Cabo Frio. O Globo/Rio.
Mais notícias em:








29 de novembro de 2013

CAMPANHA PELO DIA DE REPRESSÃO AO TRÁFICO DE ANIMAIS ACONTECE NESTE DOMINGO, 1º/12


Quando: Domingo (1º/12), das 10h às 15h.

Onde: RioZoo, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão.


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com a Fundação RioZoo, realiza neste domingo (01/12), Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres, mais uma campanha de conscientização contra a captura e comercialização ilegal de animais subtraídos dos respectivos hábitats naturais. Na ocasião, serão distribuídos folhetos com fotos e informações sobre as espécies mais visadas pelo tráfico e as que estão em risco de extinção, e de cartazes que reiteram a importância da data para a fauna silvestre.

Os animais capturados na natureza e mantidos em cativeiro ficam sujeitos à transmissão de doenças pelo contato com humanos e à má nutrição, uma vez que não recebem alimentação adequada. Afastados do habitat natural causam ainda danos ao ambiente e colocam em risco o equilíbrio da fauna.

De acordo com os organizadores, os compradores de animais silvestres são, geralmente, pessoas que querem bichos de estimação diferentes ou que desejam salvar os órfãos ou feridos. No entanto, esses quando crescem são abandonados ou entregues aos órgãos ambientais pela dificuldade em mantê-los ou pela natureza agressiva. A maioria não consegue voltar a viver livremente.

A Lei Estadual nº 3.467/2000 prevê penas de prisão e multa por “matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, utilizar espécimes de fauna silvestre” e para quem os vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre. O Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres foi instituído pela Lei Estadual n° 5.098/2007.


Fonte: Site do Inea.











Entrevista:
Camila Capri (Gecom/Pres/Inea) entrevista Diana Levacov (Gefau/Dibap/Inea)



- Qual a importância da comemoração do Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres? O que se espera dela?
A sensibilização do público por meio de informação pertinente e atividades educativas é a melhor forma de combater o trafico de animais silvestres, pois, como diz o slogan da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres": Sem comprador, não há traficante. Ações de repressão propriamente dita são necessárias e realizadas durante todo o ano por agentes das nossas Unidades de Conservação da Natureza – UCs (Parques e APAs, por exemplo) e fiscais do Inea. Porém, as atividades com o público - que irão acontecer em várias de nossas UCs e em algumas Prefeituras do Estado, além do evento na capital – ajudam a levar esse tema para debate e diminuir a demanda de retirada ilegal de animais silvestres da natureza para servirem como animais de estimação. É muito importante capilarizar a campanha, visto que ela é estadual. O esforço na repressão é muito mais desgastante do que tentar evitar que o crime seja cometido. Já dizia Pitágoras: “Educai as crianças, que não será preciso punir os homens”.

- Quais serão os materiais promocionais disponibilizados ao público?
Para comemorar o "Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres" (1º de dezembro) no Rio de Janeiro, produzimos um folheto explicativo sobre o tema para ser usado em campanhas, aulas, palestras e outras atividades durante todo o ano. Ele é uma criação da Gerência de Fauna - Gefau, com a colaboração de outras gerências da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas – Dibap/Inea e com design da Gerência de Informação e Acervo Técnico - Geiat/VPres/Inea. A reprodução é livre e ele pode ser visualizado no link http://arquivos.proderj.rj.gov.br/inea_imagens/downloads/Folheto_TAS_Gefau_Inea.pdf, hospedado no site do Inea.
Como a comemoração dessa data é o principal evento da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres" e por ser o RioZoo um local de grande visitação, vamos levar 1.500 folhetos e 2 banners oficiais da Campanha, além de cartazes, folhetos e imãs decorativos da Campanha “Abrace essas dez!” da Superintendência de Biodiversidade - Supbio/SEA, sobre as espécies da fauna mais ameaçadas no estado do Rio de Janeiro.

O folheto elaborado pela Gefau aborda às seguintes questões:
.Qual é a diferença entre o animal silvestre e o doméstico?
.Quem compra ou recebe os animais silvestres?
.Quais os danos para o Ambiente?
.Conheça a lei (com links para os textos integrais)
.A venda e a aquisição de animais silvestres que não atendam a requisitos legais constituem crime ambiental.
.O que acontece com quem compra ou recebe um animal ilegalmente?
.Não é possível legalizar um animal silvestre que foi capturado na natureza e adquirido de forma ilegal.
.O tráfico de animais silvestres é o comércio ilegal de animais capturados na Natureza.
.Não compre animais em feiras e à beira de estradas.
.Visite parques e outras áreas verdes.
.Como denunciar?
.Slogan: Sem comprador, não há traficante.



- Quais são os animais mais cobiçados pelo tráfico e que correm risco de ficar ou já estão quase extintos?
Os animais mais cobiçados são as aves canoras, da ordem dos passeriformes. Por exemplo, o pixoxó, o curió e o bicudo, que constam das listas oficiais de fauna ameaçada tanto em níveis estadual como no federal. Ainda dentre as aves, os psitacídeos são muito visados (papagaios e araras, por exemplo). Dos mamíferos, os pequenos saguis e os ágeis macacos-prego são os primatas mais comuns no tráfico, com algumas espécies ameaçadas. Mas, felinos, como a jaguatirica, e xenartros, como o tatu-canastra, também entram nessa lista. Dos répteis, podemos citar as tartarugas e várias espécies de cobras.

- Quais atividades serão realizadas durante o evento? São direcionadas para qual público (crianças, adultos...)?
As atividades mais lúdicas são direcionadas às crianças, artesanato com material reciclável, brinquedos confeccionados a partir de gaiolas apreendidas, apresentação musical (com composições sobre o tema), etc. Mas, de um modo geral, o evento é para todos. Haverá distribuição de folhetos informativos do Inea, da SEA e do próprio RioZoo, além de apresentação de armadilhas, fotos, animais empalhados e preservados. Uma atividade bem interessante, e que só poderia ser feita no RioZoo mesmo, será a visita guiada aos recintos dos animais brasileiros, especialmente da fauna do Estado, mais visados e prejudicados pelo tráfico de animais silvestres. Essas rotas serão realizadas de hora em hora, a partir das 10h e até às 15h.

- Quem estará presente no evento?
Estarão presentes representantes da Gerência de Fauna e do Parque Estadual dos Três Picos, ambos do Inea; Unidade de Policiamento Ambiental – UPAm, também da região dos Três Picos, da Polícia Militar – PMERJ; da Superintendência de Educação Ambiental da SEA e da Fundação RioZoo.

Matérias relacionadas:

Dia do combate ao tráfico de animais é comemorado com apreensões de pássaros. (O Globo/Rio, 02/12/2013).

Parque dos Três Picos é premiado por programa de educação ambiental. (A Voz da Serra/Online, 02/12/2013).

Publicado pelo Inea folheto educativo sobre o combate ao Tráfico de Animais Silvestres. (Blog Fauna do Rio, 14/09/2012).

Retrospectiva 2010 – O ano da biodiversidade. (Physis SDA, 11/01/2011).

Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil. (Ambiente Brasil, 08/10/2010).

O Tráfico Internacional de Animais Silvestres Brasileiros: uma análise dos prejuízos ambientais e sociais desta atividade. Artigo que trata do tráfico internacional de animais silvestres e suas respectivas rotas e prejuízos. Analisa a legislação vigente ao direito da fauna e o proceder dos órgãos responsáveis pela fiscalização, controle das fronteiras e proteção da fauna brasileira.

28 de novembro de 2013

Projeto “Brincando com Gaiolas” é premiado

O Parque Estadual dos Três Picos ganhou prêmio pelo projeto mais criativo na área da educação, no Concurso Cultural Oficina de Ideias, promovido pela revista Educatrix, da Editora Moderna. O projeto “Brincando com Gaiolas”, foi elaborado para promover a conscientização ambiental contra a captura, o aprisionamento e a domesticação ilegal de animais silvícolas.
 A ideia surgiu da preocupação com o comércio ilegal de animais capturados na natureza que, em cativeiro, ficam sujeitos às doenças transmitidas pelo contato com humanos e à má nutrição. Afastados do habitat natural, causam ainda danos ao ambiente e colocam em risco o equilíbrio da fauna. Pensando nisso, o biólogo e fiscal do Parque Estadual dos Três Picos, Antonio Carlos Pestana Rocha, desenvolveu o projeto educacional vencedor da segunda edição do concurso.
Segundo o diretor da Dibap, André Ilha, o projeto pela sua criatividade, consegue tocar no coração das crianças conquistando, desde a infância, aliados na causa da conservação da biodiversidade do estado.
Ponto para a equipe do Parque dos Três Picos.
 Entre as atividades propostas no programa “Brincando com Gaiolas” estão a desmontagem de apetrechos utilizados para captura e aprisionamento de animais, que são transformados em brinquedos, como carrinhos ou casas de boneca. Há também o “gaiolão” ou “gaiola humana”, onde as crianças são convidadas a entrar e ficar durante um tempo para sentir o que um animal aprisionado sente. O objetivo é que possam concluir que é melhor manter os animais livres.


Fonte: Gecom/Inea.



18 de novembro de 2013

Dando nome aos botos


A Uerj vai lançar no próximo dia 28/11, às 10h30, no Encontro das Águas – Espaço do Ambiente, na Lagoa Rodrigo de Freitas, a campanha “Dando nome aos botos”. É uma campanha mobilizadora voltada para o público escolar que incentivará a criação de nomes para os botos da Baía de Guanabara e de Sepetiba.


14 de novembro de 2013

Prorrogado prazo de Consulta Pública

Clique na imagem para acessar o site do Inea.



Foi prorrogado para o próximo dia 20/11, até às 18 horas, o prazo final da consulta pública de instrumentos legais para apoio a gestão das unidades de conservação estaduais, previsto, anteriormente, para o dia 09/11. 

Desde o último dia 24/10, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão gestor das unidades de conservação estaduais, oferece a oportunidade aos interessados que queiram contribuir na regulamentação dos instrumentos: Programa de Voluntariado e Uso do espaço e da imagem em unidades de conservação estaduais

Os processos participativos ampliam a capacidade opinativa, propositiva e o poder de tomada de decisão da sociedade na gestão pública, além de contribuírem para uma administração mais eficiente. 

As contribuições deverão ser enviadas para: usopublico@inea.rj.gov.br



PARTICIPE!


Pelos próximos dias (até 20/11/2013), o Instituto Estadual do Ambiente - INEA, órgão gestor das unidades de conservação estaduais, abre ao público a possibilidade de contribuir na regulamentação dos seguintes instrumentos: 


1. Programa de Voluntariado em unidades de conservação estaduais (Minuta 1, clique para ler);


2. Regulamentação do uso do espaço e da imagem em unidades de conservação estaduais (Minuta 2, clique para ler);

Participe deste processo e ajude o Inea melhorar ainda mais a gestão das unidades de conservação estaduais.



12 de novembro de 2013

Reintrodução de lobo-guará em Porciúncula


Texto e fotos: Diana Levacov.*

No dia 07 de novembro foi realizada a soltura de um lobo-guará no município de Porciúncula/RJ. Trata-se de uma reintrodução, pois o animal tinha sido resgatado no dia 26 de outubro, no mesmo local por agentes da Defesa Civil, pois parecia debilitado e se encontrava fora de seu hábitat natural (vide as notícias no final da postagem).  Ele foi levado pelo Corpo de Bombeiros ao Centro de Recuperação de Fauna Silvestre da Universidade Estácio de Sá (Cras/Unesa) no Rio de Janeiro, onde foi examinado e tratado até se restabelecer, quando o veterinário que coordenou o tratamento do lobo-guará avaliou que ele tinha condições plenas de retorno à natureza.

Para proceder à soltura no seu local de origem, foi necessária a cooperação de vários órgãos, com a coordenação da Gerência de Fauna – Gefau do Inea. O lobo-guará foi acompanhado do Médico Veterinário do Cras/Unesa, Jeferson Pires, de três estagiários que participaram de sua reabilitação e da Bióloga Diana Levacov da Gefau/Inea. O animal foi levado em uma viatura do Comando de Polícia Ambiental - CPAm/PMERJ cedida pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais - Cicca/Secretaria de Estado do Ambiente - SEA e guiada por dois Agentes Policiais. O Núcleo de Fauna do Ibama/RJ foi consultado e posicionou-se favorável à soltura no local de procedência ou entorno, emitindo então uma Licença de Transporte/Soltura.

Agentes do CPAm.

Veterinário Jeferson.
Viatura da Polícia Militar Ambiental.



Depois de 7 horas de viagem, em meio à chuva constante e à lama, encontramos o Secretário Municipal de Meio Ambiente de Porciúncula, Flávio Gonçalves de Souza, além de dois agentes da Defesa Civil (incluindo aquele que capturou o animal), que nos indicaram a área mais apropriada para o procedimento. A soltura foi registrada pelas equipes da SMMA, Unesa e Inea e foi realizada em região de Área de Proteção Ambiental, com baixa ocupação antrópica, fazendo fronteira com outras áreas protegidas, inclusive de outros municípios. O lobo-guará que veio tranquilo em toda a viagem, mesmo sem ter recebido nenhum tipo de sedativo, hesitou em sair da caixa de transporte antes de correr para a liberdade, não sem antes olhar para trás, pelo menos, umas duas vezes. Para ver os filmes gravados nesse momento, clique AQUI e AQUI.


Retirada do animal da viatura.

Uns minutinhos antes da soltura.


Crédito desta foto: http://miracemaestadodorj.blogspot.com.br .















A espécie lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é ameaçada de extinção em âmbito nacional, na categoria “vulnerável”. No estado do Rio de Janeiro é considerada rara, sendo encontrada em quatro Unidades de Conservação federais, entre outras áreas protegidas. Após as primeiras notícias sobre o caso, os agentes da Defesa Civil e da SMMA de Porciúncula receberam vários relatos de habitantes locais sobre avistamentos anteriores do lobo-guará naquela região.

Olhou para trás...
  

foi indo no seu caminho...

...até se mesclar com a paisagem natural!
















*Diana Levacov é Bióloga do Inea, Mestre em Ecologia, atuando na Gerência de Fauna - Gefau da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - Dibap.


Notícias relacionadas:






Saiba mais:
Lobo-guará na Lista Nacional de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção:

Plano de Ação para a Conservação do Lobo-Guará:

11 de novembro de 2013

Avistada uma preguiça-de-coleira na APA de Macaé de Cima







Texto e fotos de: Carlos Henrique Martins Gomes*

Na tarde de segunda feira (04/11) tivemos a felicidade de registrar uma preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), uma das dez espécies mais ameaçadas do estado do Rio de Janeiro, que se deslocava na travessia de estrada vicinal dentro dos limites da APA de Macaé de Cima. 






Espécie endêmica da Mata Atlântica brasileira, caracteriza-se por uma pelagem espessa de cor castanho-claro, uniforme por todo o corpo, sem distinção entre o dorso e o abdome, e uma coleira de pelos longos e pretos ao redor do pescoço, mais longa e nítida na região mediana do dorso. Esta é a maior e mais pesada das preguiças do gênero, podendo atingir 10kg de massa corpórea, sendo que as fêmeas são mais pesadas do que os machos.



Nos indivíduos adultos (acima de 4 anos), a coleira preta é maior e mais negra nos machos do que nas fêmeas. Possui hábito arborícola restrito, baixo metabolismo e dieta estritamente folívora, composta por espécies de árvores e cipós – pouco mais de 30 espécies foram até agora identificadas. Os indivíduos vivem solitariamente em áreas de vida que raramente excedem a 10 hectares. As fêmeas produzem apenas 1 filhote por ano, que atinge a independência por volta dos 8 a 10 meses de vida, quando abandona a área da mãe para outro local. É nessa fase que os indivíduos são mais atacados por felinos e outros predadores, pois são pequenos e inexperientes, descendo ao chão com freqüência durante as movimentações pela mata (Chiarello, 2008).



*Carlos Henrique Martins Gomes é Gestor da APA Estadual de Macaé de Cima em Nova Friburgo, que está sob a jurisdição da Gerência de Unidades de Conservação de Uso Sustentável - Geuso/Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - Dibap/Instituto Estadual do Ambiente - Inea.


Missão da DIBAP
"Empreender ações para a conservação da biodiversidade fluminense, administrar as unidades de conservação estaduais e promover e fomentar a restauração da mata atlântica do Rio de Janeiro."


Saiba mais:
Preguiça-de-coleira na Lista Nacional de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção:

Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central - PAN Mamac: