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18 de janeiro de 2016

Crianças devolvem à natureza pássaros apreendidos em feiras livres do estado do Rio


13/01/2016

Cerca de 40 pássaros resgatados durante operações de combate ao tráfico de animais silvestres foram soltos por 20 crianças na manhã desta quarta-feira no município de Cachoeiras de Macacu, na região Metropolitana. A soltura, organizada pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), em parceria com a Polícia Militar Ambiental, foi realizada em área de Mata Atlântica, sem que fosse divulgado o local exato, visando a evitar uma nova captura por caçadores.

Antes de serem soltos, os animais foram submetidos a rigorosas análises veterinárias para assegurar que estavam em perfeitas condições de saúde e aptos a dar continuidade ao seu ciclo natural. Por meio desse procedimento, os pássaros capturados não correm risco de transmitir doenças para os animais que já estão em seu hábitat natural.

Entre as espécies que foram devolvidas à natureza estão coleiros, trinca-ferros, canários-da-terra e outras representativas da fauna do Estado do Rio de Janeiro.
Para o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone, a iniciativa de reunir crianças para soltar os pássaros é a melhor forma de promover a educação ambiental, além de ser uma excelente experiência interativa, “onde certamente essas crianças servirão de agentes multiplicadores para mudar a cultura da retirada de pássaros da natureza para criá-los em cativeiros”.

“Por intermédio dessas criancas, estamos devolvendo os animais para o lugar onde eles jamais deveriam ter saído. A retirada criminosa destes animais da natureza interrompe a cadeia alimentar e causa inúmeros prejuízos para a fauna, já que muitos deles são responsáveis pela dispersão de sementes.”, disse o coordenador da Cicca.

O comandante da Polícia Militar Ambiental, coronel André Vidal, explicou que, segundo a legislação, quem mata, apanha, expõe a venda ou cria em gaiolas animais silvestres sem autorização está sujeito a uma multa que varia de 500 até 5.000 reais por animal, além de detenção de seis meses a um ano. “Novas solturas utilizando crianças de localidades rurais serão realizadas ao longo do ano”, afirmou o coronel.



15 de abril de 2015

Caçador é preso em Casimiro de Abreu

Institucional
10/04/2015
A Superintendência Regional Lagos São João do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou essa semana operação contra desmatamento, mineração e captação irregular de água em Casimiro de Abreu, no interior do estado.
Com apoio da Prefeitura do município e do Comando de Policiamento Ambiental (Cpam) da Polícia Militar, além do ICM-Bio, teve como saldo o lacre de poço irregular, além de flagrantes de desmatamentos, caça e produção de carvão com uso de madeira nativa.
As equipes de fiscalização foram divididas em frentes de trabalho, uma das quais vistoriou empresas de engarrafamento de água em Casimiro de Abreu. Na Estrada da Bicuda, foi interditada uma extração irregular de água e os proprietários encaminhados para a 121ª Delegacia.
Os fiscais também percorreram pontos previamente demarcados num sobrevoo realizado no dia 26 de março, o que permitiu flagrar desmatamento de cerca de um hectare na Estrada do Bananal, também em Casimiro de Abreu. No mesmo município também foi preso um caçador e um proprietário de carvoaria ilegal, todos encaminhados para a delegacia para abertura de processo criminal.
De acordo com a superintendente regional Márcia Simões, operação foi realizada depois de proposta do Conselho do Mosaico do Mico-Leão Dourado, que conta com a participação das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) da Bacia do Rio São João e do Mico Leão Dourado. A operação também contou com o apoio da Reserva Biológica Poço das Antas.

18 de dezembro de 2014

Proprietários de RPPNs vão receber incentivo para garantir áreas de preservação



A Secretaria de Estado do Ambiente, o Instituto Estadual do Ambiente e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza assinaram um termo de cooperação técnica para a elaboração do plano de Pagamento de Serviços Ambientais, no estado do Rio de Janeiro. O objetivo é estimular a criação das chamadas Reservas Particulares de Patrimônio Natural, em que os proprietários de terras recebem incentivos financeiros para manter a vegetação nativa conservada ou para o reflorestamento das áreas.

O pagamento é feito observando a metodologia Oásis, desenvolvida pela Fundação Boticário. Para determinar a quantia a ser paga aos proprietários, são considerados o estado de conservação das unidades particulares e o valor de mercado dos imóveis. Essa avaliação segue uma série de critérios técnicos e já foi implantada em cidades de outros estados.

Durante a assinatura do convênio, nesta terça-feira (16/12), o secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, lembrou que o Rio de Janeiro vai avançar mais rapidamente na criação de parques naturais e reservas. "Estruturando o pagamento por serviços ambientais, nós vamos conseguir criar voluntariamente muito mais áreas de reserva do que, talvez, o Estado tenha imaginado com as desapropriações. Por isso, nada melhor do que ter a parceria do proprietário, porque ele está convencido de que a preservação ou o reflorestamento não é só um favor ao meio ambiente. Ele também vai receber benefícios com a iniciativa”, acrescentou o secretário Carlos Portinho.

O gerente de conservação da Fundação Boticário, André Ferretti, declarou que “o apoio financeiro aos proprietários das Reservas Particulares de Patrimônio Natural proporciona a estruturação e a gestão adequada dessas áreas, garantindo a conservação de modo efetivo, além de estimular a criação de novas reservas.”

O Instituto Estadual do Ambiente pretende implantar o programa de Pagamento de Serviços Ambientais, em 2015.


Fonte: Site do Inea.

12 de maio de 2014

Crimes ambientais





O Inea e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) resgataram 178 animais silvestres de cativeiros na última quinta-feira (8/5) em duas operações em diferentes regiões do Rio. Uma delas foi realizada pelo Inea na Ilha de Itacuruçá, em Mangaratiba, e a outra pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) nos bairros de Irajá, Pilares, Humaitá e nos municípios de Nova Iguaçu e Niterói. 
Entre os animais apreendidos, a maioria era de pássaros, inclusive da espécie pichanchão, ameaçada de extinção, além de canários-da-terra, papagaios, maritacas, sabiás e sabiás-laranjeira, entre outros. Na Ilha de Itacuruçá, o Inea apreendeu 84 pássaros, um jabuti e um esquilo em área de amortecimento do Parque Estadual de Cunhambebe (PEC). Essa operação foi comandada pela Coordenadoria Geral de Fiscalização do Inea (Cogefis), com apoio da Superintendência de Sepetiba (Supsep), do Comando de Policiamento Ambiental (CPAm) e da Prefeitura de Mangaratiba.
Já na "Operação Liberdade", que envolveu cinco equipes e 15 homens da DPMA, 92 pássaros silvestres de diversas espécies foram apreendidos. Seis pessoas foram autuadas, sendo uma reincidente. Só esta última mantinha em cativeiro 69 pássaros de diferentes espécies.
Os animais resgatados foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Seropédica. Dois infratores foram encaminhados para a Delegacia de Mangaratiba e autuados no artigo 31 da Lei Estadual 3.467/2000, que prevê punição para quem mantém animais silvestres em cativeiro sem licença expedida pelo órgão ambiental. A multa é de R$ 500,00 por espécie apreendida, aumentando para R$ 3.000,00 quando se tratar de espécie ameaçada de extinção.
Mais uma vez, é o poder público trabalhando para combater os crimes ambientais no Estado do Rio!

Fonte: Gecom/Inea (texto e foto).

Na mídia: 

Operações resgatam 178 animais silvestres em cativeiros no RJ. Entre os animais apreendidos há pássaros, jabuti e esquilo. R7, 08/05/2014.

Saiba mais: 
Tráfico de animais no Brasil e suas consequências. Até onde um hábito nocivo deve ser preservado como patrimônio cultural? National Geographic Brasil, 12/05/2014.

29 de novembro de 2013

CAMPANHA PELO DIA DE REPRESSÃO AO TRÁFICO DE ANIMAIS ACONTECE NESTE DOMINGO, 1º/12


Quando: Domingo (1º/12), das 10h às 15h.

Onde: RioZoo, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão.


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com a Fundação RioZoo, realiza neste domingo (01/12), Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres, mais uma campanha de conscientização contra a captura e comercialização ilegal de animais subtraídos dos respectivos hábitats naturais. Na ocasião, serão distribuídos folhetos com fotos e informações sobre as espécies mais visadas pelo tráfico e as que estão em risco de extinção, e de cartazes que reiteram a importância da data para a fauna silvestre.

Os animais capturados na natureza e mantidos em cativeiro ficam sujeitos à transmissão de doenças pelo contato com humanos e à má nutrição, uma vez que não recebem alimentação adequada. Afastados do habitat natural causam ainda danos ao ambiente e colocam em risco o equilíbrio da fauna.

De acordo com os organizadores, os compradores de animais silvestres são, geralmente, pessoas que querem bichos de estimação diferentes ou que desejam salvar os órfãos ou feridos. No entanto, esses quando crescem são abandonados ou entregues aos órgãos ambientais pela dificuldade em mantê-los ou pela natureza agressiva. A maioria não consegue voltar a viver livremente.

A Lei Estadual nº 3.467/2000 prevê penas de prisão e multa por “matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, utilizar espécimes de fauna silvestre” e para quem os vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre. O Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres foi instituído pela Lei Estadual n° 5.098/2007.


Fonte: Site do Inea.











Entrevista:
Camila Capri (Gecom/Pres/Inea) entrevista Diana Levacov (Gefau/Dibap/Inea)



- Qual a importância da comemoração do Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres? O que se espera dela?
A sensibilização do público por meio de informação pertinente e atividades educativas é a melhor forma de combater o trafico de animais silvestres, pois, como diz o slogan da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres": Sem comprador, não há traficante. Ações de repressão propriamente dita são necessárias e realizadas durante todo o ano por agentes das nossas Unidades de Conservação da Natureza – UCs (Parques e APAs, por exemplo) e fiscais do Inea. Porém, as atividades com o público - que irão acontecer em várias de nossas UCs e em algumas Prefeituras do Estado, além do evento na capital – ajudam a levar esse tema para debate e diminuir a demanda de retirada ilegal de animais silvestres da natureza para servirem como animais de estimação. É muito importante capilarizar a campanha, visto que ela é estadual. O esforço na repressão é muito mais desgastante do que tentar evitar que o crime seja cometido. Já dizia Pitágoras: “Educai as crianças, que não será preciso punir os homens”.

- Quais serão os materiais promocionais disponibilizados ao público?
Para comemorar o "Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres" (1º de dezembro) no Rio de Janeiro, produzimos um folheto explicativo sobre o tema para ser usado em campanhas, aulas, palestras e outras atividades durante todo o ano. Ele é uma criação da Gerência de Fauna - Gefau, com a colaboração de outras gerências da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas – Dibap/Inea e com design da Gerência de Informação e Acervo Técnico - Geiat/VPres/Inea. A reprodução é livre e ele pode ser visualizado no link http://arquivos.proderj.rj.gov.br/inea_imagens/downloads/Folheto_TAS_Gefau_Inea.pdf, hospedado no site do Inea.
Como a comemoração dessa data é o principal evento da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres" e por ser o RioZoo um local de grande visitação, vamos levar 1.500 folhetos e 2 banners oficiais da Campanha, além de cartazes, folhetos e imãs decorativos da Campanha “Abrace essas dez!” da Superintendência de Biodiversidade - Supbio/SEA, sobre as espécies da fauna mais ameaçadas no estado do Rio de Janeiro.

O folheto elaborado pela Gefau aborda às seguintes questões:
.Qual é a diferença entre o animal silvestre e o doméstico?
.Quem compra ou recebe os animais silvestres?
.Quais os danos para o Ambiente?
.Conheça a lei (com links para os textos integrais)
.A venda e a aquisição de animais silvestres que não atendam a requisitos legais constituem crime ambiental.
.O que acontece com quem compra ou recebe um animal ilegalmente?
.Não é possível legalizar um animal silvestre que foi capturado na natureza e adquirido de forma ilegal.
.O tráfico de animais silvestres é o comércio ilegal de animais capturados na Natureza.
.Não compre animais em feiras e à beira de estradas.
.Visite parques e outras áreas verdes.
.Como denunciar?
.Slogan: Sem comprador, não há traficante.



- Quais são os animais mais cobiçados pelo tráfico e que correm risco de ficar ou já estão quase extintos?
Os animais mais cobiçados são as aves canoras, da ordem dos passeriformes. Por exemplo, o pixoxó, o curió e o bicudo, que constam das listas oficiais de fauna ameaçada tanto em níveis estadual como no federal. Ainda dentre as aves, os psitacídeos são muito visados (papagaios e araras, por exemplo). Dos mamíferos, os pequenos saguis e os ágeis macacos-prego são os primatas mais comuns no tráfico, com algumas espécies ameaçadas. Mas, felinos, como a jaguatirica, e xenartros, como o tatu-canastra, também entram nessa lista. Dos répteis, podemos citar as tartarugas e várias espécies de cobras.

- Quais atividades serão realizadas durante o evento? São direcionadas para qual público (crianças, adultos...)?
As atividades mais lúdicas são direcionadas às crianças, artesanato com material reciclável, brinquedos confeccionados a partir de gaiolas apreendidas, apresentação musical (com composições sobre o tema), etc. Mas, de um modo geral, o evento é para todos. Haverá distribuição de folhetos informativos do Inea, da SEA e do próprio RioZoo, além de apresentação de armadilhas, fotos, animais empalhados e preservados. Uma atividade bem interessante, e que só poderia ser feita no RioZoo mesmo, será a visita guiada aos recintos dos animais brasileiros, especialmente da fauna do Estado, mais visados e prejudicados pelo tráfico de animais silvestres. Essas rotas serão realizadas de hora em hora, a partir das 10h e até às 15h.

- Quem estará presente no evento?
Estarão presentes representantes da Gerência de Fauna e do Parque Estadual dos Três Picos, ambos do Inea; Unidade de Policiamento Ambiental – UPAm, também da região dos Três Picos, da Polícia Militar – PMERJ; da Superintendência de Educação Ambiental da SEA e da Fundação RioZoo.

Matérias relacionadas:

Dia do combate ao tráfico de animais é comemorado com apreensões de pássaros. (O Globo/Rio, 02/12/2013).

Parque dos Três Picos é premiado por programa de educação ambiental. (A Voz da Serra/Online, 02/12/2013).

Publicado pelo Inea folheto educativo sobre o combate ao Tráfico de Animais Silvestres. (Blog Fauna do Rio, 14/09/2012).

Retrospectiva 2010 – O ano da biodiversidade. (Physis SDA, 11/01/2011).

Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil. (Ambiente Brasil, 08/10/2010).

O Tráfico Internacional de Animais Silvestres Brasileiros: uma análise dos prejuízos ambientais e sociais desta atividade. Artigo que trata do tráfico internacional de animais silvestres e suas respectivas rotas e prejuízos. Analisa a legislação vigente ao direito da fauna e o proceder dos órgãos responsáveis pela fiscalização, controle das fronteiras e proteção da fauna brasileira.

28 de novembro de 2013

Projeto “Brincando com Gaiolas” é premiado

O Parque Estadual dos Três Picos ganhou prêmio pelo projeto mais criativo na área da educação, no Concurso Cultural Oficina de Ideias, promovido pela revista Educatrix, da Editora Moderna. O projeto “Brincando com Gaiolas”, foi elaborado para promover a conscientização ambiental contra a captura, o aprisionamento e a domesticação ilegal de animais silvícolas.
 A ideia surgiu da preocupação com o comércio ilegal de animais capturados na natureza que, em cativeiro, ficam sujeitos às doenças transmitidas pelo contato com humanos e à má nutrição. Afastados do habitat natural, causam ainda danos ao ambiente e colocam em risco o equilíbrio da fauna. Pensando nisso, o biólogo e fiscal do Parque Estadual dos Três Picos, Antonio Carlos Pestana Rocha, desenvolveu o projeto educacional vencedor da segunda edição do concurso.
Segundo o diretor da Dibap, André Ilha, o projeto pela sua criatividade, consegue tocar no coração das crianças conquistando, desde a infância, aliados na causa da conservação da biodiversidade do estado.
Ponto para a equipe do Parque dos Três Picos.
 Entre as atividades propostas no programa “Brincando com Gaiolas” estão a desmontagem de apetrechos utilizados para captura e aprisionamento de animais, que são transformados em brinquedos, como carrinhos ou casas de boneca. Há também o “gaiolão” ou “gaiola humana”, onde as crianças são convidadas a entrar e ficar durante um tempo para sentir o que um animal aprisionado sente. O objetivo é que possam concluir que é melhor manter os animais livres.


Fonte: Gecom/Inea.



18 de novembro de 2013

Dando nome aos botos


A Uerj vai lançar no próximo dia 28/11, às 10h30, no Encontro das Águas – Espaço do Ambiente, na Lagoa Rodrigo de Freitas, a campanha “Dando nome aos botos”. É uma campanha mobilizadora voltada para o público escolar que incentivará a criação de nomes para os botos da Baía de Guanabara e de Sepetiba.


14 de novembro de 2013

Prorrogado prazo de Consulta Pública

Clique na imagem para acessar o site do Inea.



Foi prorrogado para o próximo dia 20/11, até às 18 horas, o prazo final da consulta pública de instrumentos legais para apoio a gestão das unidades de conservação estaduais, previsto, anteriormente, para o dia 09/11. 

Desde o último dia 24/10, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão gestor das unidades de conservação estaduais, oferece a oportunidade aos interessados que queiram contribuir na regulamentação dos instrumentos: Programa de Voluntariado e Uso do espaço e da imagem em unidades de conservação estaduais

Os processos participativos ampliam a capacidade opinativa, propositiva e o poder de tomada de decisão da sociedade na gestão pública, além de contribuírem para uma administração mais eficiente. 

As contribuições deverão ser enviadas para: usopublico@inea.rj.gov.br



PARTICIPE!


Pelos próximos dias (até 20/11/2013), o Instituto Estadual do Ambiente - INEA, órgão gestor das unidades de conservação estaduais, abre ao público a possibilidade de contribuir na regulamentação dos seguintes instrumentos: 


1. Programa de Voluntariado em unidades de conservação estaduais (Minuta 1, clique para ler);


2. Regulamentação do uso do espaço e da imagem em unidades de conservação estaduais (Minuta 2, clique para ler);

Participe deste processo e ajude o Inea melhorar ainda mais a gestão das unidades de conservação estaduais.



21 de outubro de 2013

I Encontro Científico do Parque Estadual da Costa do Sol



PARQUE ESTADUAL DA COSTA DO SOL

O Instituto Estadual do Ambiente – INEA, por meio da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - Dibap, tem o prazer em convidá-lo(a) a participar do I Encontro Científico do Parque Estadual da Costa do Sol - Pecs, que será realizado nos dias 23 e 24 de outubro de 2013, em Cabo Frio/RJ. O evento, que será gratuito e aberto a toda a comunidade, contará com palestras e painéis sobre trabalhos científicos realizados no Pecs  nas APAs de Massambaba, do Pau-brasil e da Serra de Sapiatiba.

As inscrições para o Encontro Científico estão abertas e os interessados em participar do evento deverão preencher a ficha de inscrição (link para download abaixo) e encaminhá-la para a comissão organizadora, por meio dos endereços eletrônicos: sepes@inea.rj.gov.br ou sepes.inea@gmail.com.


Notícias relacionadas:



Protestos contra ocupação das dunas do Peró marcam o 1º Encontro Científico do Parque Estadual da Costa do Sol. Pequeno grupo sensibilizou autoridades, pesquisadores e público. No encontro foram apresentados 15 trabalhos científicos realizados nas áreas do Parque Estadual da Costa do Sol, na Região dos Lagos. Guia Lagos.







Fotos: Guia Lagos (www.guialagos.tur.br). 

16 de outubro de 2013

Fiscalização do Inea e Prefeitura de Mangaratiba na Área de Proteção Ambiental de Mangaratiba

Data de inclusão - 16/10/2013


CRIMES AMBIENTAIS
Foi realizada no município de Mangaratiba na última sexta feira, dia 11/10, uma operação de fiscalização integrada entre o Estado e a administração municipal com o objetivo de combater crimes ambientais na Área de Proteção Ambiental de Mangaratiba (APA Mangaratiba), com foco no distrito de Conceição de Jacareí.
A operação envolveu 28 funcionários do Inea e aproximadamente 50 funcionários do município. Pelo Inea estiveram presentes representantes da APA de Mangaratiba / Parque Estadual Cunhambebe, Parque Estadual da Serra da Concórdia, Parque Estadual da Serra da Tiririca, APA Estadual de Macaé de Cima, Coordenadoria Geral de Fiscalização (Cogefis) e da Superintendência da Baía da Ilha Grande (Supbig). Já o município de Mangaratiba contou com a presença das Secretarias Municipais de Obras e Urbanismo, Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Secretaria de Defesa Civil Municipal, Secretaria de Segurança, Secretaria de Trânsito, Secretaria de Serviços Públicos e da 33ª BP de Polícia Militar.
O objetivo principal foi combater construções irregulares localizadas nas faixas marginais dos rios da região e construções sem a licença de obras do município, tendo sido localizadas diversas obras em andamento cujos proprietários foram notificados a regularizar a situação do imóvel junto ao município de Mangaratiba.
Também foram constatadas situações como aprisionamento de pássaros silvestres da Mata Atlântica, armadilhas para caça encontradas em algumas residências vistoriadas na operação e queimadas de florestas da região. Os pássaros e armadilhas apreendidos foram encaminhados à Secretaria de Meio Ambiente local.
O saldo da operação ainda está sendo contabilizado, porém estimam-se mais de 60 notificações feitas tanto pelo município quanto pelo Inea.

Fonte: Instituto Estadual do Ambiente - Inea.

15 de outubro de 2013

Cadastro dos pescadores artesanais pelo Parque Estadual da Lagoa do Açu


Data de inclusão -15/10/2013
Atendendo ao estabelecido no seu decreto de criação, o Parque Estadual da Lagoa do Açu – Pelag – iniciou, esta semana, o cadastro dos pescadores artesanais do Norte Fluminense.
O Pelag protege um dos mais ricos e bem preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado do Rio de Janeiro, além de áreas úmidas como a Lagoa do Açu e o Banhado Boa Vista.
O cadastramento serve, não só para tirar as dúvidas existentes, como também para estreitar o contato da equipe do parque com os pescadores.
Compareceram aproximadamente 68 pescadores no primeiro dia de cadastro, solícitos e confiantes. Esse quadro foi bem diferente da época em que a equipe do parque chegou à região, recebida com queixas, reclamações e desconfiança em relação ao trabalho do Inea.
Hoje o entendimento pela maioria dos pescadores é que, graças ao Inea, existe água na área do parque o que resulta em aparecimento de peixes, como acontecia antigamente.
Os nossos técnicos do parque estão empenhados em conseguir realizar os trabalhos relativos à Unidade de Conservação e, ao mesmo tempo, ganhar a confiança e credibilidade da população local. Frutos estes, que já estão sendo colhidos.

5 de setembro de 2013

Blitz da SEA dinamita fornos de carvão e destrói jirau de caça



03/ 09/ 2013
Fotografia de Luiz Morier
Cinco fornos clandestinos de carvão dinamitados, um jirau para caçadores destruído, farto material de caça apreendido e uma pessoa detida. Este foi o saldo da operação realizada hoje (3/9), no Município de Rio Claro, na Região do Médio Paraíba, para combater crimes ambientais no entorno do Parque Estadual do Cunhambebe.

Promovida pela Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), com apoio de policiais de Unidade de Polícia Ambiental (Upam) e do Grupamento Aéreo Móvel da Polícia Militar (GAM), a blitz ambiental foi realizada próximo ao local onde foi assassinado o ambientalista espanhol Gonzalo Alonso.

Durante a operação, foram encontrados sete fornos ilegais de carvão e um jirau para caça de pequenos mamíferos e roedores, como tatu, quati e paca. Cinco dos fornos estavam ativos e foram destruídos à dinamite. O jirau também foi destruído.
Cada um dos cinco fornos ativos produzia cerca de 200 quilos de carvão por mês, totalizando uma tonelada de carvão. Para se produzir um quilo de carvão, eram necessários até cinco quilos de madeira nativa, o que contribuía para desmatamentos de Mata Atlântica na região.

Natalino Joaquim, de 75 anos, que participava da operação dos fornos de carvão – e vendia cada saco por R$ 15 –, foi detido e conduzido para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Foram apreendidos com ele uma espingarda, vasta munição, dois trabucos e grande quantidade de materiais para caça.

NOVA UPAM EM PARQUE ESTADUAL

Ao participar da ação, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, destacou o trabalho da força tarefa que está reprimindo crimes ambientais no Município de Rio Claro e arredores. Minc aproveitou a blitz para anunciar a instalação de uma Upam no Parque Estadual do Cunhambebe.

“Estamos dando uma pressão em cima dos crimes ambientais que o Gonzalo denunciava. A caça e os fornos de carvão estavam literalmente transformando Mata Atlântica em carvão. Essas operações vão continuar. Vamos inaugurar no início do ano, mais provavelmente em janeiro, a Upam do parque do Cunhambebe, cuja sede será em Rio Claro“, afirmou.

O secretário chamou atenção para a importância de se destruir o esquema de caça e produção ilegal do carvão na região: “Não nos interessa pegar apenas um peão, um membro da gangue. Queremos pegar o circuito da Kombi que levava toda semana cem, duzentos quilos de carvão para serem comercializados. Existe todo um esquema ilegal. É um trabalho de formiguinha, que destrói madeiras nobres e ameaça à extinção da fauna da Mata Atlântica“.

Segundo o coordenador da Cicca, coronel José Maurício Padrone, as ações de combate aos crimes ambientais continuarão sendo promovidas na região por tempo indeterminado:

“Temos um coletânea de crimes ambientais, como a posse ilegal de armas, produção ilegal de carvão, desmatamento e caça. Vamos investigar para onde está indo esse carvão, pegar esse esquema. As pessoas compram de boa fé no supermercado um carvão que vem da Mata Atlântica. O caso vai ser encaminhando para a DPMA, e será aberta uma investigação nas distribuidoras de carvão do estado”, afirmou Padrone.

As operações realizadas na região visam a sufocar os crimes ambientais que eram combatidos pelo biólogo Gonzalo Hernandez, que, segundo a polícia, foi assassinado, em 6 de agosto, por sua luta pela preservação ambiental da região.

27 de agosto de 2013

SECRETARIA DO AMBIENTE FAZ MEGAOPERAÇÃO CONTRA CRIMES AMBIENTAIS EM RIO CLARO

26/ 08/ 2013

Fotografia de Luiz Morier
Dois areais clandestinos fechados, seis pessoas detidas, um rancho que servia de abrigo para caçadores destruído e vários apetrechos para caça apreendidos. Este foi o saldo da megaoperação realizada para reprimir crimes ambientais, desde o último domingo (25/8), pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), no Município de Rio Claro, na Região do Médio Paraíba.

A ação – que mobilizou cerca de 40 pessoas entre técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agentes da Polícia Ambiental e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) – visa a sufocar os crimes ambientais que eram combatidos pelo biólogo espanhol Gonzalo Hernandez, assassinado no início do mês.

Segundo a polícia, a morte do ambientalista tem relação com sua luta pela preservação ambiental da região. Durante a blitz ambiental, os agentes distribuíram em Lídice – distrito de Rio Claro onde o biólogo tinha um sítio – e em outras áreas do município cartazes do Disque-Denúncia oferecendo recompensa de R$ 5 mil para quem der pistas que levem à prisão dos criminosos.

Nesta segunda-feira (26/8), com a participação do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a equipe de fiscais percorreu o distrito de Lídice, a cerca de 20 km do Centro de Rio Claro, onde flagrou dois pontos de extração ilegal de areia praticada por seis pessoas. Elas foram detidas e encaminhadas à 168ª D.P (Rio Claro), onde prestaram esclarecimentos, e responderão por crime ambiental.

No domingo (25/8), a equipe destruiu um rancho que servia de abrigo para caçadores de animais silvestres dentro do Parque Estadual do Cunhambebe, em Rio Claro. No local, os agentes apreenderam vários apetrechos para caça.

O secretário Carlos Minc afirmou que a ação visa a fechar o cerco contra os criminosos ambientais que eram reprimidos pelo ambientalista assassinado:

“A ação, que estamos chamando de Operação Gonzalo, é um cerco que estamos fazendo contra criminosos ambientais que eram objeto de denúncias do ambientalista que foi assassinado. O Parque Estadual Cunhambebe é recente e, no momento, estamos construindo a sede e o alojamento para os guarda-parques. A nossa expectativa é que, no final do ano ou início de janeiro de 2014, seja inaugurada uma Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) nesta unidade de conservação, que é o nosso segundo maior parque estadual. Além do fechamento destes areais clandestinos, vamos dinamitar nove fornos para a produção de carvão construídos nos arredores do Cunhambebe, entre Rio Claro e Itaguaí, o que é uma ilegalidade”, disse Minc.

Segundo o coordenador da Cicca, coronel José Maurício Padrone, as ações de combate aos crimes ambientais serão promovidas na região por tempo indeterminado:

“Vamos concentrar esforços para combater a caça de animais silvestres, os areais clandestinos e a extração ilegal de palmitos, que eram os principais crimes ambientais denunciados pelo Gonzalo Hernandez. Não vamos sair daqui enquanto não acabarmos com essas práticas contra o meio ambiente”, advertiu Padrone.

Fonte: Site do Inea <http://www.inea.rj.gov.br/>.

8 de julho de 2013

Inea avança na defesa da biodiversidade fluminense

05/07/2013

Exposição de fotografias "Aves do Brasil", do Clube de Observadores de Aves (COA).


Ao participar nesta sexta-feira (05/07) da abertura da solenidade do Dia Estadual da Fauna, comemorado neste sábado (06/07), e do primeiro ano de criação da Gerência de Fauna do Instituto Estadual do Ambiente (Gefau/Inea), o diretor de Biodversidade de Áreas Protegidas do instituto, André Ilha, destacou que, a despeito de todas as dificuldades, os avanços obtidos no Estado do Rio de Janeiro, nos últimos anos, mostram que o Inea conseguiu avançar na sua proposta institucional de defesa da biodiversidade fluminense.

Para André Ilha, a principal conquista a ser comemorada é a ampliação das unidades de conservação no Estado, que, em sua opinião, são importantes para a formação de hábitat seguro para a sobrevivência das espécies a longo prazo. Quanto a maior ameaça à fauna brasileira, o diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Inea ressalta que “a caça é um delito que provoca a extinção de espécies locais e, consequentemente, promove a ruptura da cadeia ecológica”.


Mesa de aberturado evento: André Ilha, Denise Rambaldi e Adilson Gil.
À direita, o novo banner da Campanha de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres.

Presente também a abertura do evento, a vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, destacou a importância do repovoamento da fauna. “Se não fossem as populações de cativeiros do mico-leão-dourado, existentes fora do Brasil e no Centro de Primatas do Rio de Janeiro (CPRJ), essa espécie já estaria extinta. Sessenta por cento da população dos micos-leões-dourados são de cativeiro”, disse ao afirmar que “agora estamos com a ameaça de extinção dos anfíbios e das coníferas, principalmente as sequoias”, um gênero de árvores da família das taxodiáceas que conta com apenas uma única espécie sobrevivente: a Sequoia sempervirens.

Denise Rambaldi defendeu ainda o fortalecimento do turismo ecológico nas unidades de conservação do estado. “A África, por exemplo, vive do turismo da fauna como fonte de renda. Precisamos trabalhar de forma adequada para fortalecer o turismo ecológico nas unidades de conservação e fazer da fauna um de nossos atrativos”, observou a vice-presidente do Inea.





O evento atraiu um público interessado e diversificado.








Segundo André Ilha, é importante celebrar com otimismo as conquistas para avançar cada vez mais. Ele contou que pessoas com propriedades no entorno do Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana, por exemplo, relatam o aumento do número de animais que aparecem em suas propriedades. “São aves, mamíferos de pequeno e médio portes e até de grande porte, como onças-pardas, que não se via há muitos anos e que agora voltaram, observou.

O diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Inea disse que a fauna cresceu de importância com a edição da Lei Complementar de número 140/2011, que atribui aos Estados a sua administração. “Vamos firmar um termo de cooperação com o Ibama, a exemplo de outros estados, para que transfira aos poucos as tarefas”, informou André Ilha.

Em sua opinião, será um desafio fortalecer a Gefau para que possa desempenhar todas as suas atribuições, entre as quais o apoio e orientação aos projetos que visem à reintrodução de espécies nativas da Mata Atlântica fluminense e extintas ao longo do tempo.

- Estamos conversando com pesquisadores do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para desenvolver no Parque Estadual dos Três Picos, e em outros também, a reintrodução de animais que foram extintos nas localidades, como a anta, a ariranha e porco-do-mato, por exemplo – contou André Ilha.

Já o gerente de Fauna do Inea, Adilson Gil, destacou como grande avanço o aumento no número de Centros de Triagem de Animais Silvestres. Segundo ele, uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro vai possibilitar um crescimento de 100% no número dos centros. Adilson Gil informou que em breve será assinado um termo de cooperação entre Inea e Prefeitura.

- Avançamos também no primeiro ano de criação da Gefau nos procedimentos de manejos de fauna nos processos de licenciamento ambiental. Estas são algumas de nossas vitórias à frente da Gefau, que tem uma equipe aguerrida. Quem liga hoje para a Gerência sai, no mínimo, com alguma resposta - finalizou Adilson Gil.

Fonte: Sítio da Internet do Inea <www.inea.rj.gov.br>.

4 de julho de 2013

Entrevista com Adilson Gil - Gerente da Gefau

Por Felipe Salgado*
03/07/2013
O Estado do Rio de Janeiro concentra características que justificam sua alta biodiversidade: relevo acidentado e características do solo que propiciam a existência de variados habitats em uma área relativamente pequena.
Em 1987 foi promulgada a Lei Estadual nº 1.110, que instituiu a data de 06 de julho como o Dia da Fauna, a ser comemorado anualmente. Há pouco mais de um ano, em 28/05/2012, foi dado o início das atividades da Gerência de Fauna do Inea, na Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas.
A Gefau, em conjunto com a SEA e outros setores do Inea, está atuando nas medidas e providências relacionadas à criação e estruturação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres e participando dos processos de licenciamento ambiental com a participação nas autorizações de manejo e resgate de fauna silvestre. 
Então, fizemos uma entrevista com o Gerente da Gefau, Adilson Gil, a poucos dias do Dia Estadual da Fauna que será comemorado no auditório do Inea, na 6ª-feira, a partir das 9h. 
Confira na íntegra:

Como se deu a criação da Gerência de Fauna (Gefau) do Inea?
A Gefau é fruto de uma iniciativa da SEA e da Presidência do Inea com dois objetivos: o primeiro, de forma pioneira de se trazer a gestão de fauna efetivamente ao meandro das funções do estado, considerando as inúmeras ações que já eram executadas pelas Diretorias, Unidades de Conservação e Superintendências, seja na fiscalização ou no manejo cotidiano. A segunda trata-se de buscar consolidar as condições operacionais para o cumprimento das competências atribuídas ao estado por força da Lei Complementar     nº 140/2011, em especial para as autorizações dos criadores de fauna silvestre.


Quais são as principais atribuições e atividades da Gefau?
Atualmente, a Gefau foca em buscar as condições necessárias, incluindo a formulação de normas, além das necessárias interlocuções com o Ibama, para a consolidação das atribuições de autorização e gestão dos criadouros. Diariamente, recebemos uma média de cinco chamadas, seja de órgãos públicos ou de particulares, com a necessidade de resgate e destinação de animais silvestres, que buscamos com apoio de diversos parceiros e algumas vezes diretamente, dar a destinação mais adequada, mesmo que provisória. A Gefau ainda apoia as ações de educação ambiental da SEA/Inea, incluindo a campanha de combate ao tráfico de animais silvestres, além de participar ativamente das formulações de instruções técnicas e análises de solicitações de manejo em processos de licenciamento ambiental, em absoluta afinidade com a Dilam. 
 
Quais foram as maiores conquistas até agora alcançadas na competência de gestão de fauna silvestre no Estado?

Podemos destacar algumas importantes ações, neste momento que ainda estamos desbravando o conceito de fauna no estado: a primeira foi concretizarmos a aprovação de um Projeto Fecam para adequação e reforma do Centro de Estudos e Manejos de Animais Silvestres da Prefeitura do RJ que, além de ampliar o atendimento aos animais domésticos - não menos importante -, será o segundo Centro de Triagem para animais silvestres em todo o estado, numa ação conjunta com a Prefeitura do RJ. Tão importante quanto, foi a publicação da Resolução Inea que trata sobre os procedimentos para o manejo de fauna silvestre nos licenciamentos ambientais. A formulação desta norma, conjuntamente com a Dilam, foi uma importante medida de trazermos a fauna silvestre ao cotidiano das normatizações padrão do Inea.  A Gefau ainda se encontra num processo de efetiva estruturação, incluindo a possibilidade de novos servidores oriundos do concurso e de remanejamentos internos Ela já se apresenta como uma referência, em especial pelo cuidado, seja para o público interno ou externo, em propiciar uma resposta adequada aos anseios apresentados.

Conte-nos um pouco sobre a criação e estruturação do Centro de Triagens de Animais Silvestres.
A necessidade gerou a oportunidade. Com o fechamento do único Cetas existente no estado, se tornou mais óbvio a necessidade de buscarmos alternativas para o acolhimento e triagem dos animais silvestres apreendidos e resgatados. 
Nesta busca de alternativas, que não se resumiu ao Cemeas, esperamos divulgar novas conquistas, a parceria com a Prefeitura RJ se tornou mais adequada, até pela existência de estruturas pré-existentes, assim como por sua localização.
Neste momento, a concretização deste centro se encontra em avançada interlocução com a Prefeitura que, a partir de termo de cooperação técnica com o Inea, se firmarão as obrigações de cada um, considerando já existir a aprovação do projeto, inclusive com publicação no DOERJ, de mais de um milhão.


Quais são as espécies em extinção no território fluminense? Como combater o tráfico de animais e pra quem denunciar?

As espécies ameaçadas de extinção no estado, oficialmente, estão indicadas na Portaria SEMA nº 01, de 1998, porém, podemos destacar as dez espécies símbolos que são objeto, inclusive, de uma campanha própria da SEA, entre elas o muriqui (mono-carvoeiro, Brachyteles arachnoides). As 10 espécies que estampam a campanha da SEA são o muriqui, o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira, o lagarto-branco-de-areia, o surubim-do-paraíba, o formigueiro-do-litoral, o tatu-canastra, a jacutinga, o cágado-da-paraíba e o boto-cinza. Além da constante fiscalização, controle e monitoramento, a ser realizado por todos os órgãos ambientais e polícias, a principal forma de combater o tráfico é buscar instruir o cidadão que LUGAR DE ANIMAL SILVESTRE É NA NATUREZA. Mesmo as ações de fiscalização, necessárias obviamente, geram um número enorme de animais apreendidos, com alto custo para seu tratamento e manutenção e, na maioria das vezes, sem possibilidade de destinação em retorno à natureza ou criadouros, gerando significativa quantidade de animais que não saem dos Cetas, ou mesmo que tenham que ser depositados com terceiros. As ações educativas, que busquem trazer ao conhecimento do cidadão os problemas trazidos pela compra de silvestres, são prioridades!


Integrantes da Gefau.


*Felipe Salgado é jornalista da Gerência de Comunicação (Gecom) do Instituto Estadual do Ambiente/RJ (Inea).