Mostrando postagens com marcador Cetas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cetas. Mostrar todas as postagens

24 de março de 2022

O que fazer ao se deparar com animais silvestres?

Reportagem bastante informativa da Revista Casa e Jardim. Vale a pena a leitura.

Alguns trechos mais relevantes:

"...o ideal é apenas observar estes bichos em um primeiro momento." "...caso o bicho seja "resgatado" em tenra idade, acaba sendo condenado a viver em cativeiro."

"O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros - Cenap ... coordena uma campanha chamada "Deixe o Bicho no Mato", para orientar melhor a população sobre como agir nestes casos."

"...a primeira tentativa que deve ser feita ao se deparar com uma ave silvestre caída é tentar encontrar o ninho, que, muitas vezes, está perto. Caso consiga encontrá-lo, deve-se colocar o filhote ali de volta."

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com/Vida-de-Bicho/Comportamento/noticia/2022/03/o-que-fazer-ao-se-deparar-com-animais-silvestres.html



Fonte: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2020/09/14/encontrei-um-filhote-que-caiu-do-ninho-o-que-devo-fazer.ghtml


1 de dezembro de 2014

SEM COMPRADOR NÃO HÁ TRAFICANTE


Crédito: Beatriz Rapoport.


É hoje: Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres.


SEM COMPRADOR NÃO HÁ TRAFICANTE.


Divulgue e influencie. Informação e Educação faz toda a diferença!



Como denunciar: http://jasmimselvagem.blogspot.com.br/2014/08/denuncie-crimes-ambientais.html

17 de outubro de 2014

Palestra hoje, 17/10/2014: CADASTRAMENTO DE ÁREAS DE SOLTURA DE ANIMAIS SELVAGENS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.



Convite para palestra hoje, 17 de outubro, às 19h, da Bióloga Diana Levacov na Oratória Rogéria Guida sobre 
CADASTRAMENTO DE ÁREAS DE SOLTURA DE ANIMAIS SELVAGENS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
O endereço é Av. Nossa Srª de Copacabana, 195 - Auditório 518 (Próximo a est. do metrô Cardeal Arcoverde e à Praça do Lido). Mais detalhes no link abaixo:

12 de maio de 2014

Crimes ambientais





O Inea e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) resgataram 178 animais silvestres de cativeiros na última quinta-feira (8/5) em duas operações em diferentes regiões do Rio. Uma delas foi realizada pelo Inea na Ilha de Itacuruçá, em Mangaratiba, e a outra pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) nos bairros de Irajá, Pilares, Humaitá e nos municípios de Nova Iguaçu e Niterói. 
Entre os animais apreendidos, a maioria era de pássaros, inclusive da espécie pichanchão, ameaçada de extinção, além de canários-da-terra, papagaios, maritacas, sabiás e sabiás-laranjeira, entre outros. Na Ilha de Itacuruçá, o Inea apreendeu 84 pássaros, um jabuti e um esquilo em área de amortecimento do Parque Estadual de Cunhambebe (PEC). Essa operação foi comandada pela Coordenadoria Geral de Fiscalização do Inea (Cogefis), com apoio da Superintendência de Sepetiba (Supsep), do Comando de Policiamento Ambiental (CPAm) e da Prefeitura de Mangaratiba.
Já na "Operação Liberdade", que envolveu cinco equipes e 15 homens da DPMA, 92 pássaros silvestres de diversas espécies foram apreendidos. Seis pessoas foram autuadas, sendo uma reincidente. Só esta última mantinha em cativeiro 69 pássaros de diferentes espécies.
Os animais resgatados foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Seropédica. Dois infratores foram encaminhados para a Delegacia de Mangaratiba e autuados no artigo 31 da Lei Estadual 3.467/2000, que prevê punição para quem mantém animais silvestres em cativeiro sem licença expedida pelo órgão ambiental. A multa é de R$ 500,00 por espécie apreendida, aumentando para R$ 3.000,00 quando se tratar de espécie ameaçada de extinção.
Mais uma vez, é o poder público trabalhando para combater os crimes ambientais no Estado do Rio!

Fonte: Gecom/Inea (texto e foto).

Na mídia: 

Operações resgatam 178 animais silvestres em cativeiros no RJ. Entre os animais apreendidos há pássaros, jabuti e esquilo. R7, 08/05/2014.

Saiba mais: 
Tráfico de animais no Brasil e suas consequências. Até onde um hábito nocivo deve ser preservado como patrimônio cultural? National Geographic Brasil, 12/05/2014.

23 de janeiro de 2014

Liberdade e prisão

Liberdade a quem de direito...
Ibama devolve 55 macacos-prego apreendidos à natureza no Piauí.

...e prisão para quem deve:

Operação contra o comercio ilegal de animais silvestres,

Operação contra o comercio ilegal de animais silvestres e

Flagrada venda ilegal de animais silvestres.

Animais silvestres são apreendidos na Baixada Fluminense

Agência Brasil
Quatro pessoas foram presas e 25 animais silvestres preendidos durante fiscalização feita hoje (22) pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais, da Secretaria de Estado do Ambiente, na feira de Areia Branca, município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para reprimir o comércio ilegal de animais silvestres.
Muitas aves estavam maltratadas e debilitadas, acondicionados em minúsculos caixotes de madeira; sob sol forte e sem qualquer proteção, sem água e sem comida. Os agentes apreenderam 25 animais: 12 canários-da-terra, um canário, um tiziu e um sanhaço; um sabiá, um galo-da-campina, um papa-capim e um coleiro, além de seis jabutis.

4 de dezembro de 2013

Fatos e Fotos: Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres na Fundação RioZoo

Fotos: Diana Levacov.

Tenda da Campanha.

Itens do projeto "Brincando com Gaiolas", do PETP.

Itens da campanha "Abrace esssas dez", da SEA.

Painel informativo da Gerência de Fauna -
Gefau/Dibap/Inea.

Público com os animais taxidermizados. Espécies mais
visadas pelo tráfico de animais silvestres.


Público interessado nos brinquedos educativos.

Público checando o material escrito: 
livros, folhetos e cartazes.


Painel informativo apresentado por estagiária da 
Fundação RioZoo e mesa com folhetos do Inea, 
da SEA e do RioZoo.


Equipe do Inea e da SEA.
Postagem relacionada:

29 de novembro de 2013

CAMPANHA PELO DIA DE REPRESSÃO AO TRÁFICO DE ANIMAIS ACONTECE NESTE DOMINGO, 1º/12


Quando: Domingo (1º/12), das 10h às 15h.

Onde: RioZoo, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão.


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com a Fundação RioZoo, realiza neste domingo (01/12), Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres, mais uma campanha de conscientização contra a captura e comercialização ilegal de animais subtraídos dos respectivos hábitats naturais. Na ocasião, serão distribuídos folhetos com fotos e informações sobre as espécies mais visadas pelo tráfico e as que estão em risco de extinção, e de cartazes que reiteram a importância da data para a fauna silvestre.

Os animais capturados na natureza e mantidos em cativeiro ficam sujeitos à transmissão de doenças pelo contato com humanos e à má nutrição, uma vez que não recebem alimentação adequada. Afastados do habitat natural causam ainda danos ao ambiente e colocam em risco o equilíbrio da fauna.

De acordo com os organizadores, os compradores de animais silvestres são, geralmente, pessoas que querem bichos de estimação diferentes ou que desejam salvar os órfãos ou feridos. No entanto, esses quando crescem são abandonados ou entregues aos órgãos ambientais pela dificuldade em mantê-los ou pela natureza agressiva. A maioria não consegue voltar a viver livremente.

A Lei Estadual nº 3.467/2000 prevê penas de prisão e multa por “matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, utilizar espécimes de fauna silvestre” e para quem os vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre. O Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres foi instituído pela Lei Estadual n° 5.098/2007.


Fonte: Site do Inea.











Entrevista:
Camila Capri (Gecom/Pres/Inea) entrevista Diana Levacov (Gefau/Dibap/Inea)



- Qual a importância da comemoração do Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres? O que se espera dela?
A sensibilização do público por meio de informação pertinente e atividades educativas é a melhor forma de combater o trafico de animais silvestres, pois, como diz o slogan da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres": Sem comprador, não há traficante. Ações de repressão propriamente dita são necessárias e realizadas durante todo o ano por agentes das nossas Unidades de Conservação da Natureza – UCs (Parques e APAs, por exemplo) e fiscais do Inea. Porém, as atividades com o público - que irão acontecer em várias de nossas UCs e em algumas Prefeituras do Estado, além do evento na capital – ajudam a levar esse tema para debate e diminuir a demanda de retirada ilegal de animais silvestres da natureza para servirem como animais de estimação. É muito importante capilarizar a campanha, visto que ela é estadual. O esforço na repressão é muito mais desgastante do que tentar evitar que o crime seja cometido. Já dizia Pitágoras: “Educai as crianças, que não será preciso punir os homens”.

- Quais serão os materiais promocionais disponibilizados ao público?
Para comemorar o "Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres" (1º de dezembro) no Rio de Janeiro, produzimos um folheto explicativo sobre o tema para ser usado em campanhas, aulas, palestras e outras atividades durante todo o ano. Ele é uma criação da Gerência de Fauna - Gefau, com a colaboração de outras gerências da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas – Dibap/Inea e com design da Gerência de Informação e Acervo Técnico - Geiat/VPres/Inea. A reprodução é livre e ele pode ser visualizado no link http://arquivos.proderj.rj.gov.br/inea_imagens/downloads/Folheto_TAS_Gefau_Inea.pdf, hospedado no site do Inea.
Como a comemoração dessa data é o principal evento da "Campanha Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres" e por ser o RioZoo um local de grande visitação, vamos levar 1.500 folhetos e 2 banners oficiais da Campanha, além de cartazes, folhetos e imãs decorativos da Campanha “Abrace essas dez!” da Superintendência de Biodiversidade - Supbio/SEA, sobre as espécies da fauna mais ameaçadas no estado do Rio de Janeiro.

O folheto elaborado pela Gefau aborda às seguintes questões:
.Qual é a diferença entre o animal silvestre e o doméstico?
.Quem compra ou recebe os animais silvestres?
.Quais os danos para o Ambiente?
.Conheça a lei (com links para os textos integrais)
.A venda e a aquisição de animais silvestres que não atendam a requisitos legais constituem crime ambiental.
.O que acontece com quem compra ou recebe um animal ilegalmente?
.Não é possível legalizar um animal silvestre que foi capturado na natureza e adquirido de forma ilegal.
.O tráfico de animais silvestres é o comércio ilegal de animais capturados na Natureza.
.Não compre animais em feiras e à beira de estradas.
.Visite parques e outras áreas verdes.
.Como denunciar?
.Slogan: Sem comprador, não há traficante.



- Quais são os animais mais cobiçados pelo tráfico e que correm risco de ficar ou já estão quase extintos?
Os animais mais cobiçados são as aves canoras, da ordem dos passeriformes. Por exemplo, o pixoxó, o curió e o bicudo, que constam das listas oficiais de fauna ameaçada tanto em níveis estadual como no federal. Ainda dentre as aves, os psitacídeos são muito visados (papagaios e araras, por exemplo). Dos mamíferos, os pequenos saguis e os ágeis macacos-prego são os primatas mais comuns no tráfico, com algumas espécies ameaçadas. Mas, felinos, como a jaguatirica, e xenartros, como o tatu-canastra, também entram nessa lista. Dos répteis, podemos citar as tartarugas e várias espécies de cobras.

- Quais atividades serão realizadas durante o evento? São direcionadas para qual público (crianças, adultos...)?
As atividades mais lúdicas são direcionadas às crianças, artesanato com material reciclável, brinquedos confeccionados a partir de gaiolas apreendidas, apresentação musical (com composições sobre o tema), etc. Mas, de um modo geral, o evento é para todos. Haverá distribuição de folhetos informativos do Inea, da SEA e do próprio RioZoo, além de apresentação de armadilhas, fotos, animais empalhados e preservados. Uma atividade bem interessante, e que só poderia ser feita no RioZoo mesmo, será a visita guiada aos recintos dos animais brasileiros, especialmente da fauna do Estado, mais visados e prejudicados pelo tráfico de animais silvestres. Essas rotas serão realizadas de hora em hora, a partir das 10h e até às 15h.

- Quem estará presente no evento?
Estarão presentes representantes da Gerência de Fauna e do Parque Estadual dos Três Picos, ambos do Inea; Unidade de Policiamento Ambiental – UPAm, também da região dos Três Picos, da Polícia Militar – PMERJ; da Superintendência de Educação Ambiental da SEA e da Fundação RioZoo.

Matérias relacionadas:

Dia do combate ao tráfico de animais é comemorado com apreensões de pássaros. (O Globo/Rio, 02/12/2013).

Parque dos Três Picos é premiado por programa de educação ambiental. (A Voz da Serra/Online, 02/12/2013).

Publicado pelo Inea folheto educativo sobre o combate ao Tráfico de Animais Silvestres. (Blog Fauna do Rio, 14/09/2012).

Retrospectiva 2010 – O ano da biodiversidade. (Physis SDA, 11/01/2011).

Saiba qual é a rota do tráfico de animais silvestres no Brasil. (Ambiente Brasil, 08/10/2010).

O Tráfico Internacional de Animais Silvestres Brasileiros: uma análise dos prejuízos ambientais e sociais desta atividade. Artigo que trata do tráfico internacional de animais silvestres e suas respectivas rotas e prejuízos. Analisa a legislação vigente ao direito da fauna e o proceder dos órgãos responsáveis pela fiscalização, controle das fronteiras e proteção da fauna brasileira.

8 de julho de 2013

Inea avança na defesa da biodiversidade fluminense

05/07/2013

Exposição de fotografias "Aves do Brasil", do Clube de Observadores de Aves (COA).


Ao participar nesta sexta-feira (05/07) da abertura da solenidade do Dia Estadual da Fauna, comemorado neste sábado (06/07), e do primeiro ano de criação da Gerência de Fauna do Instituto Estadual do Ambiente (Gefau/Inea), o diretor de Biodversidade de Áreas Protegidas do instituto, André Ilha, destacou que, a despeito de todas as dificuldades, os avanços obtidos no Estado do Rio de Janeiro, nos últimos anos, mostram que o Inea conseguiu avançar na sua proposta institucional de defesa da biodiversidade fluminense.

Para André Ilha, a principal conquista a ser comemorada é a ampliação das unidades de conservação no Estado, que, em sua opinião, são importantes para a formação de hábitat seguro para a sobrevivência das espécies a longo prazo. Quanto a maior ameaça à fauna brasileira, o diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Inea ressalta que “a caça é um delito que provoca a extinção de espécies locais e, consequentemente, promove a ruptura da cadeia ecológica”.


Mesa de aberturado evento: André Ilha, Denise Rambaldi e Adilson Gil.
À direita, o novo banner da Campanha de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres.

Presente também a abertura do evento, a vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, destacou a importância do repovoamento da fauna. “Se não fossem as populações de cativeiros do mico-leão-dourado, existentes fora do Brasil e no Centro de Primatas do Rio de Janeiro (CPRJ), essa espécie já estaria extinta. Sessenta por cento da população dos micos-leões-dourados são de cativeiro”, disse ao afirmar que “agora estamos com a ameaça de extinção dos anfíbios e das coníferas, principalmente as sequoias”, um gênero de árvores da família das taxodiáceas que conta com apenas uma única espécie sobrevivente: a Sequoia sempervirens.

Denise Rambaldi defendeu ainda o fortalecimento do turismo ecológico nas unidades de conservação do estado. “A África, por exemplo, vive do turismo da fauna como fonte de renda. Precisamos trabalhar de forma adequada para fortalecer o turismo ecológico nas unidades de conservação e fazer da fauna um de nossos atrativos”, observou a vice-presidente do Inea.





O evento atraiu um público interessado e diversificado.








Segundo André Ilha, é importante celebrar com otimismo as conquistas para avançar cada vez mais. Ele contou que pessoas com propriedades no entorno do Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana, por exemplo, relatam o aumento do número de animais que aparecem em suas propriedades. “São aves, mamíferos de pequeno e médio portes e até de grande porte, como onças-pardas, que não se via há muitos anos e que agora voltaram, observou.

O diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do Inea disse que a fauna cresceu de importância com a edição da Lei Complementar de número 140/2011, que atribui aos Estados a sua administração. “Vamos firmar um termo de cooperação com o Ibama, a exemplo de outros estados, para que transfira aos poucos as tarefas”, informou André Ilha.

Em sua opinião, será um desafio fortalecer a Gefau para que possa desempenhar todas as suas atribuições, entre as quais o apoio e orientação aos projetos que visem à reintrodução de espécies nativas da Mata Atlântica fluminense e extintas ao longo do tempo.

- Estamos conversando com pesquisadores do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para desenvolver no Parque Estadual dos Três Picos, e em outros também, a reintrodução de animais que foram extintos nas localidades, como a anta, a ariranha e porco-do-mato, por exemplo – contou André Ilha.

Já o gerente de Fauna do Inea, Adilson Gil, destacou como grande avanço o aumento no número de Centros de Triagem de Animais Silvestres. Segundo ele, uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro vai possibilitar um crescimento de 100% no número dos centros. Adilson Gil informou que em breve será assinado um termo de cooperação entre Inea e Prefeitura.

- Avançamos também no primeiro ano de criação da Gefau nos procedimentos de manejos de fauna nos processos de licenciamento ambiental. Estas são algumas de nossas vitórias à frente da Gefau, que tem uma equipe aguerrida. Quem liga hoje para a Gerência sai, no mínimo, com alguma resposta - finalizou Adilson Gil.

Fonte: Sítio da Internet do Inea <www.inea.rj.gov.br>.

4 de julho de 2013

Entrevista com Adilson Gil - Gerente da Gefau

Por Felipe Salgado*
03/07/2013
O Estado do Rio de Janeiro concentra características que justificam sua alta biodiversidade: relevo acidentado e características do solo que propiciam a existência de variados habitats em uma área relativamente pequena.
Em 1987 foi promulgada a Lei Estadual nº 1.110, que instituiu a data de 06 de julho como o Dia da Fauna, a ser comemorado anualmente. Há pouco mais de um ano, em 28/05/2012, foi dado o início das atividades da Gerência de Fauna do Inea, na Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas.
A Gefau, em conjunto com a SEA e outros setores do Inea, está atuando nas medidas e providências relacionadas à criação e estruturação de um Centro de Triagem de Animais Silvestres e participando dos processos de licenciamento ambiental com a participação nas autorizações de manejo e resgate de fauna silvestre. 
Então, fizemos uma entrevista com o Gerente da Gefau, Adilson Gil, a poucos dias do Dia Estadual da Fauna que será comemorado no auditório do Inea, na 6ª-feira, a partir das 9h. 
Confira na íntegra:

Como se deu a criação da Gerência de Fauna (Gefau) do Inea?
A Gefau é fruto de uma iniciativa da SEA e da Presidência do Inea com dois objetivos: o primeiro, de forma pioneira de se trazer a gestão de fauna efetivamente ao meandro das funções do estado, considerando as inúmeras ações que já eram executadas pelas Diretorias, Unidades de Conservação e Superintendências, seja na fiscalização ou no manejo cotidiano. A segunda trata-se de buscar consolidar as condições operacionais para o cumprimento das competências atribuídas ao estado por força da Lei Complementar     nº 140/2011, em especial para as autorizações dos criadores de fauna silvestre.


Quais são as principais atribuições e atividades da Gefau?
Atualmente, a Gefau foca em buscar as condições necessárias, incluindo a formulação de normas, além das necessárias interlocuções com o Ibama, para a consolidação das atribuições de autorização e gestão dos criadouros. Diariamente, recebemos uma média de cinco chamadas, seja de órgãos públicos ou de particulares, com a necessidade de resgate e destinação de animais silvestres, que buscamos com apoio de diversos parceiros e algumas vezes diretamente, dar a destinação mais adequada, mesmo que provisória. A Gefau ainda apoia as ações de educação ambiental da SEA/Inea, incluindo a campanha de combate ao tráfico de animais silvestres, além de participar ativamente das formulações de instruções técnicas e análises de solicitações de manejo em processos de licenciamento ambiental, em absoluta afinidade com a Dilam. 
 
Quais foram as maiores conquistas até agora alcançadas na competência de gestão de fauna silvestre no Estado?

Podemos destacar algumas importantes ações, neste momento que ainda estamos desbravando o conceito de fauna no estado: a primeira foi concretizarmos a aprovação de um Projeto Fecam para adequação e reforma do Centro de Estudos e Manejos de Animais Silvestres da Prefeitura do RJ que, além de ampliar o atendimento aos animais domésticos - não menos importante -, será o segundo Centro de Triagem para animais silvestres em todo o estado, numa ação conjunta com a Prefeitura do RJ. Tão importante quanto, foi a publicação da Resolução Inea que trata sobre os procedimentos para o manejo de fauna silvestre nos licenciamentos ambientais. A formulação desta norma, conjuntamente com a Dilam, foi uma importante medida de trazermos a fauna silvestre ao cotidiano das normatizações padrão do Inea.  A Gefau ainda se encontra num processo de efetiva estruturação, incluindo a possibilidade de novos servidores oriundos do concurso e de remanejamentos internos Ela já se apresenta como uma referência, em especial pelo cuidado, seja para o público interno ou externo, em propiciar uma resposta adequada aos anseios apresentados.

Conte-nos um pouco sobre a criação e estruturação do Centro de Triagens de Animais Silvestres.
A necessidade gerou a oportunidade. Com o fechamento do único Cetas existente no estado, se tornou mais óbvio a necessidade de buscarmos alternativas para o acolhimento e triagem dos animais silvestres apreendidos e resgatados. 
Nesta busca de alternativas, que não se resumiu ao Cemeas, esperamos divulgar novas conquistas, a parceria com a Prefeitura RJ se tornou mais adequada, até pela existência de estruturas pré-existentes, assim como por sua localização.
Neste momento, a concretização deste centro se encontra em avançada interlocução com a Prefeitura que, a partir de termo de cooperação técnica com o Inea, se firmarão as obrigações de cada um, considerando já existir a aprovação do projeto, inclusive com publicação no DOERJ, de mais de um milhão.


Quais são as espécies em extinção no território fluminense? Como combater o tráfico de animais e pra quem denunciar?

As espécies ameaçadas de extinção no estado, oficialmente, estão indicadas na Portaria SEMA nº 01, de 1998, porém, podemos destacar as dez espécies símbolos que são objeto, inclusive, de uma campanha própria da SEA, entre elas o muriqui (mono-carvoeiro, Brachyteles arachnoides). As 10 espécies que estampam a campanha da SEA são o muriqui, o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira, o lagarto-branco-de-areia, o surubim-do-paraíba, o formigueiro-do-litoral, o tatu-canastra, a jacutinga, o cágado-da-paraíba e o boto-cinza. Além da constante fiscalização, controle e monitoramento, a ser realizado por todos os órgãos ambientais e polícias, a principal forma de combater o tráfico é buscar instruir o cidadão que LUGAR DE ANIMAL SILVESTRE É NA NATUREZA. Mesmo as ações de fiscalização, necessárias obviamente, geram um número enorme de animais apreendidos, com alto custo para seu tratamento e manutenção e, na maioria das vezes, sem possibilidade de destinação em retorno à natureza ou criadouros, gerando significativa quantidade de animais que não saem dos Cetas, ou mesmo que tenham que ser depositados com terceiros. As ações educativas, que busquem trazer ao conhecimento do cidadão os problemas trazidos pela compra de silvestres, são prioridades!


Integrantes da Gefau.


*Felipe Salgado é jornalista da Gerência de Comunicação (Gecom) do Instituto Estadual do Ambiente/RJ (Inea).